Estado do Livro: Capa e páginas com alteração de cor.
Escrito, segundo o próprio Garrett, durante o cerco do Porto, O Arco de Sant’Ana nasce entre a pólvora e o idealismo. Inspirado num episódio da Crónica de D. Pedro I, de Fernão Lopes, o romance mergulha no Porto do século XIV, onde o povo se ergue contra a opressão da oligarquia e da Igreja.
Entre motins e sermões, amores e conspirações, desenrola-se a luta entre o jovem Vasco, representante dos mesteirais, e o poderoso bispo, símbolo da velha ordem. Mas sob o pano medieval, palpita o coração do século XIX: a crítica à reação cabralista, a defesa do liberalismo, e o sonho de uma pátria mais justa.
Garrett entrelaça a história e o presente, fazendo do passado espelho ardente da sua época — e da nossa.
Índice:
I — O arco da Santa – p. 7
II — A conversa das vizinhas – p. 10
III — O senhor estudante – p. 16
IV — Os paços do bispo – p. 20
V — Vasco – p. 22
VI — Palestra de moral – p. 24
VII — O alazão – p. 27
VIII — Parlamento, discussão – p. 29
IX — Motim e assuada – p. 32
X — Os legítimos representantes – p. 35
XI — Votos, votos! – p. 39
XII — Os cónegos – p. 43
XIII — Frade e soldado – p. 45
XIV — O gabinete de Sua Excelência – p. 47
XV — «Ecco sacerdos magnus» – p. 50
XVI — As ladainhas – p. 53
XVII — A procissão – p. 57
XVIII — Coligação – p. 61
XIX — Tornemos ao arco – p. 65
XX — A Bruxa de Gaia – p. 67
XXI — É meu pai? – p. 74
XXII — Conspiração e programa – p. 77
XXIII — Gertrudes – p. 81
XXIV — Briolanja – p. 89
XXV — Revolução – p. 91
XXVI — E Aninhas? – p. 95
XXVII — Pecados velhos – p. 101
XXVIII — Mais pecados – p. 105
XXIX — Pobre Aninhas – p. 114
XXX — O dito por não dito – p. 119
XXXI — «Senatus populusque portucallensis» – p. 124
XXXII — Guerra civil – p. 129
XXXIII — Armistício – p. 137
XXXIV — Está aberta a sessão – p. 141
XXXV — Intervenção – p. 145
XXXVI — As três mulberes – p. 156
XXXVII — Conclusão – p. 163
Notas – p. 182