Estado do Livro: Capa com alterações de cor
Nome de Guerra é a história de um homem em formação, narrada como quem aprende a olhar o mundo pela primeira vez. Um provinciano chega a Lisboa e confronta-se com a cidade, com os outros e consigo próprio, num percurso interior feito de descobertas, hesitações, ideias, quedas e recomeços. Mais do que um romance de acontecimentos, é um romance de consciência: sobre identidade, aprendizagem, desejo, pensamento e solidão. Almada escreve com lucidez, ironia e um olhar profundamente humano, conduzindo o leitor por uma experiência íntima e filosófica, onde cada passo é também uma pergunta.
Índice
I
As pessoas põem nomes a tudo e a si próprias também
II
A Sociedade só tem que ver com todos, não tem nada que cheirar com cada um
III
Uma Judite que não se chama assim
IV
Às vezes o dia começa à noite
V
Desgraçador
VI
Um experimentado apresenta um estreante
VII
O Tio
VIII
Onde se mostra que quem complica as estreias são os experimentados
IX
Quando parece terminada a missão do experimentado, não tinha, afinal, começado ainda
X
Uma volta de automóvel para ir para outro sítio
XI
Os processos infalíveis do experimentado não dão resultado no estreante
XII
Por causa das ajudas, o estreante já não sabe senão olhar para trás
XIII
Quando as ajudas desistem, pega a conspiração
XIV
A segunda vez que nasce, assiste-se ao próprio nascimento
XV
Cada qual vê Eva pela primeira vez
XVI
Cada um vai atrás da sua ideia, ou é a sua ideia que vai atrás de cada um?
XVII
Na sua nova vida o protagonista pede adiantamentos à natureza
XVIII
O protagonista não concorda com o espelho
XIX
O primeiro encontro do protagonista com aquela que foi o seu último encontro antes de ter nascido pela segunda vez
XX
Um pouco mais da rapariga que o protagonista traz na ideia
XXI
Não sabendo bem por onde anda a realidade, o protagonista começa a fazer fotografias com a imaginação
XXII
Mais gente nova ou a continuação do mesmo assunto
XXIII
O protagonista continua a ser levado pelo que vai dentro dele
XXIV
Quanto mais se sabe, mais vai ficando por saber
XXV
Um par sem outro sentido além de par
XXVI
Onde se começa a ver que numa mesma vida mal cabe um quanto mais dois
XXVII
Finalmente na sua nova vida começa a prosa
XXVIII
Primeiros ressaibos a definitivo
XXIX
Primeiros ressaibos a provisório
XXX
Nem todos os que acabam de dormir ficam logo acordados
XXXI
Quem não responde às cartas que lhe mandam ao menos leia-as
XXXII
O protagonista oferece-nos o espectáculo de um homem em luta livre consigo mesmo
XXXIII
Quando se passa de um lugar para outro, levamos em geral o primeiro lugar connosco
XXXIV
Onde se mostra como o protagonista já sabe mais do que pode
XXXV
O protagonista toma uma decisão que faz pontaria a um alvo que ainda não se vê
XXXVI
Os lugares fazem mudar as pessoas ou o ar não é o mesmo por toda a parte
XXXVII
Uma das maneiras de não ver uma coisa é pôr-lhe outra diante
XXXVIII
Os olhos da nossa memória vêem melhor do que os nossos
XXXIX
De como é difícil ver para diante, sobretudo se se trata de outros
XL
Uma mesa pequena para um grande assunto
XLI
Aqui se diz o que quer dizer aproveitador de miséria
XLII
Uma descrição de determinadas pessoas que mais parece uma lista de peças de refugo
XLIII
Uma despedida em que só um sabe que se despede
XLIV
A mulher com quem o protagonista vai já não é a mesma que vai com ele
XLV
Os palermas que não percebem nada da vida são piores que os malandros
XLVI
A mentira descoberta parece a verdade mas ainda é só a mentira
XLVII
Uma morte mata outro que só morre para outra pessoa
XLVIII
Um quarto às escuras para esperar que o tempo passe
XLIX
Um dia antes de nascer pela terceira vez
L
Quando se nasce pela terceira vez há sempre restos das duas primeiras
LI
Onde se sabe que as três vidas do protagonista passam todas nos mesmos sítios e com as mesmas personagens
LII
O protagonista começa a descobrir o mundo através de uma lente feita com as personagens que ele conheceu
LIII
Episódio de um cacho de bananas que já não tem nada que ver com o protagonista
LIV
O protagonista aluga a sua independência
LV
O mau piso da azinhaga da independência
LVI
O protagonista procura outros amigos que não sejam pessoas
LVII
Os antigos amigos do protagonista vistos das estrelas
LVIII
Os novos amigos do protagonista falam-lhe da diferença entre todos juntos e cada qual em separado
LIX
As estrelas são pescadores e andam à pesca de gente
LX
A terra é até onde vem tudo o que se vê das estrelas
LXI
Esboçam-se os primeiros vislumbres da segunda natureza no protagonista
LXII
O trampolim do salto mortal para a segunda natureza
LXIII
Derredeiros encontros de vizinhança entre a primeira e segunda naturezas
LXIV
Finalmente o protagonista toma o partido das estrelasportug