Estado do Livro: Capa desgastada. Contém dedicatória do autor ao proprietário inicial
Neste volume raro, onde as páginas guardam o murmúrio político de outra época, Joaquim Lança ergue a voz e convida o leitor a ouvir um país em transformação. *Com Licença… Peço a Palavra!* reúne crónicas, análises e reflexões sobre homens, ideias e acontecimentos que marcaram o seu tempo — um retrato vivo, crítico e vibrante de um Portugal que discutia poder, justiça, rumos e responsabilidades.
É um livro que respira história, polémica e coragem; uma janela aberta sobre debates que continuam a ecoar, mostrando-nos como certas inquietações atravessam gerações — sempre à espera de alguém que “peça a palavra”.
NOTA SOBRE O AUTOR
Joaquim Lança é, muito provavelmente (DADOS NÃO CONFIRMADOS), o mesmo **Joaquim dos Prazeres Louzeiro e Lança** (1895–1977), figura activa da vida política e jornalística portuguesa no início do século XX. Natural de Beja, destacou-se como funcionário público e redactor em vários periódicos, tendo colaborado em debates sociais, económicos e parlamentares da época.
Foi deputado na I Legislatura do Estado Novo e interveio em temas que dialogam directamente com os textos deste livro — como a organização dos ferroviários, a economia agrícola, os trigos, a política externa e as tensões sociais do seu tempo.
A coincidência de nome, período histórico e conteúdo torna **muito plausível** que este volume pertença à sua produção escrita, ainda que as fontes bibliográficas disponíveis não permitam uma confirmação absoluta.
Índice
Salazar e Mussolini
Os incompreendidos
O socialismo na prática
Políticos e politiquieiros
Guerra aos demolidores
Pão nosso
Ferroviários Meditai
Duas batalhas
Ecos de uma conferência
Depoimento insuspeito
Estradas e pedantes
Um conflito e dois depoimentos
O projecto da nova Constituição
Combates e críticas
Um convite ao Japão
O artigo 3.º do programa
O drama da Espanha
O sr. Cunha Leal falou
Leal Conselheiro
Executivo forte
A demonstração
Africa – A disputada
No 5 de Outubro de 1934
Mataram Tibério
O dever das idades
O poema dos séculos
José Estêvão e os gagos
Andam faunos no café
Amor e batalhas
Prosas de ontem
Os crimes do Parlamento
Aquela mulher de luto
Fialho d'Almeida suicidou-se
O último vencido
P’ra onde
Vila Viçosa, ida e volta
Íntimos
Várias
Mademoiselle Primavera